RubyConf 2011 – #eufui
| quarta-feira, 9 de novembro de 2011 por Beneti |

Aconteceu dias 03 e 04/11 no Centro de Convenções Frei Caneca, a edição de 2011 do RubyConf. Foi o primeiro ano que participei e não tive uma boa impressão. Com o tema “A experiência dos outros aumenta a sua. Aproveite”, não rolou legal na minha opinião. O tema é interessante, mas eu senti que tinhas um pessoal muito bom tecnicamente, mas que não tem “preparo” para palestrar… sem contar os “chico estrela”. Algumas palestras foram muito maçantes ao ponto de eu cochilar e brigar para ficar acordado.
A abertura ficou com a palestra “Ruby é fácil?” com o David A. Black. Ele tem mais de 10 anos de experiência com Ruby e foi uma palestra bem interessante. Teve a palestra do inglês Martyn Loughran que é CTO do Pusher, que foi interessante também. E só. De 8 palestras que assisti somente 2 eu gostei. No 2o dia, a primeira palestra era a mais esperada “Quem faz o melhor churrasco?”, com o TenderLove, que dispensa comentários. Só não foi a melhor palestra para mim pois dei a sorte de assistir a palestra do Evan “Rabble” Henshaw, “Lean Startups para o Hacker Ruby”. Essa sim, foi fantástica, pois o assunto startup/empreendedorismo me interessa demais e o cara é muito gente boa. Eu gostei da palestra do Bruno Oliveira também, falando do projeto TorqueBox, que é rodar aplicações Rails/Sinatra ou qualquer uma que use o Rack em cima do JBoss. A vantagem é ter suporte a mensageria ou agendamento de tarefas, por exemplo. E só. Teve a palestra do José Valim, que foi uma introdução de uma aula de compiladores, deu uma dica de um livro e falou do que ele fez no Erlang. Teve a palestra do Nick Sutterer que falaram que foi bacana, mas dei o azar de não assistir. Escolhi mal.
Não gostei de algumas atitudes de alguns palestrantes. Eu encaro da seguinte forma: quando você é um palestrante, você de certa forma é um formador de opinião, então tem que tomar cuidado com o linguajar, evitar palavrões/gírias, evitar “pra mim fazer” e ainda ao dizer “não use tal coisa…”, explicar o porque. Dizer “não use tal coisa porque é um lixo/merda/tosco” não leva a nada.
Sem menosprezar ninguém, pois sei que dá trabalho organizar um evento e ainda elaborar uma palestra, mas eu esperava mais do evento. Não vou comparar eventos também. Ano passado disseram que foi bem interessante, esse ano eu não achei. Mas ano que vem, com certeza estarei presente para ver. Vai que esse ano foi um azar. Uma coisa que me irrita um pouco são os fanboys-xiitas. De um lado escuto “java é um lixo. é verboso. é chato.”, do outro lado “ruby não escala. ruby é de vagabundo.” ou então “iphone dá de 1000 no android. android é um lixo.”… tudo o que eu leio é mimimi.









